sexta-feira, 15 de dezembro de 2017
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O Instituto Arraial do Pavulagem

O Instituto Arraial do Pavulagem é uma organização autônoma da sociedade civil, sem fins lucrativos, criada em 2003. Ao longo de sua existência, o Instituto tem desenvolvido ações de educação cultural na Amazônia que contribuem para transmitir e fortalecer o saber oral tradicional, com uma leitura contemporânea através de linguagens como a dança, a música e a visualidade cênica. Em quase uma década de atividades, o Instituto coloca na rua seus principais projetos: os cortejos de cultura popular Cordão do Peixe-Boi (último domingo de março), Arrastão do Pavulagem (junho) e Arrastão do Círio (outubro). Os cortejos somam-se a oficinas, palestras, seminários, pesquisas, projetos de extensão, rodas cantadas, ensaios, mostras e shows, que valorizam e propagam as manifestações artísticas da Amazônia.

PROJETOS

O BATALHÃO DA ESTRELA

Comunidade crescente de pessoas que participa da construção do folguedo e se mantém unida por uma identificação maior, um sentimento de pertencimento e compreensão do sentido da brincadeira. São músicos, dançarinos, artistas circenses e brincantes que levam bandeiras, adereços e outros elementos diretamente ligados à concepção do cortejo.

O PONTO DE CULTURA

Desde 2009, as atividades do Instituto Arraial do Pavulagem também são potencializadas pelo Governo Federal com o Ponto de Cultura Arraial do Saber, projeto do Instituto Arraial do Pavulagem em parceria com o Ministério da Cultura, através do Programa Cultura Viva.

OS CORTEJOS

  • Cordão do Peixe-Boi

Desde 2003 o Cordão do Peixe-Boi abre o calendário anual de atividades do Arraial do Pavulagem. Sua concepção está ligada à memória dos antigos Cordões de Bichos, que demonstravam um elo fortalecido de união do ser humano com a natureza e a representação ritual da morte e ressurreição, em consagração à vida.

A ligação com o presente símbolo da brincadeira é a imagem do Peixe-Boi, que sugere emergir das águas profundas para sobrevoar e guarnecer a multidão, num encontro fraterno e festivo que evolui pelo centro histórico de Belém.

Essa atividade pretende refletir com a sociedade questões relacionadas à cultura e o meio-ambiente, através da realização de seminários que aproximam o conhecimento acadêmico do saber-fazer tradicional, na busca de explicações para a vida em harmonia com o planeta.

A cada ano o Cordão do Peixe-Boi trabalha com um eixo-temático, evidenciando as manifestações culturais de diferentes regiões do Pará.

  • Arrastão do Pavulagem

O Arrastão do Boi Pavulagem é o cortejo que representa a quadra junina, uma das festas mais populares da cultura brasileira, em que são homenageados os santos católicos milagrosos: Santo Antônio, São João, São Pedro e São Marçal, respectivamente em 13, 24, 29 e 30 de junho, celebrados com o fogo das fogueiras de rua que simbolizam os ritos arcaicos pagãos relacionados à colheita farta, proteção e fecundidade.

Enriquecido e reinterpretado por elementos indígenas e africanos, o período junino agregou uma riqueza de elementos simbólicos, envolvendo a culinária, o vestuário, a religiosidade e as brincadeiras, cuja essência vem sendo mantida com o passar dos tempos.

Nesse contexto, o Arrastão do Pavulagem contribui para manter viva a memória oral tradicional, tão importante para a formação da identidade das novas gerações, em particular aquelas que vivem condicionadas ao espaço urbano, trazendo para partilhar com o coletivo a herança do folguedo do Boi-Bumbá, bandeiras de santos, mastro, bonecos cabeçudos, ritmos, cores, danças, cantos e cheiros característicos da região, com o intuito de reunir e alegrar a cidade.

Os cortejos são realizados nos três últimos domingos de junho e no primeiro domingo de julho, contando com a participação de representantes de manifestações culturais de outros municípios paraenses e artistas convidados.

  • Arrastão do Círio

O Arrastão do Círio é realizado em outubro, compondo o último ciclo de atividades anuais do Instituto Arraial do Pavulagem.

É o cortejo que homenageia o símbolo maior da religiosidade paraense, Nossa Senhora de Nazaré, destacando o lado profano do ritual sagrado.

O Arrastão do Círio percorre o centro histórico de Belém logo após a romaria fluvial, reverenciando os brinquedos de miriti e o trabalho dos artesãos, tão importantes na caracterização inconfundível dessa grandiosa festa.

É uma iniciativa que valoriza a delicadeza e simplicidade de um trabalho plástico de rara beleza, capaz de encantar olhares de todas as idades, despertando o lado lúdico da vida.

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